Mariana

No próximo sábado, dia 3 de julho pelas 12h:30, partilharei o resultado do desenvolvimento da residência de investigação artística — que fiz no Museu Rainha Dª Leonor a partir do universo histórico de Mariana Alcoforado — através da performance “Mariana” na Capela da Nossa Senhora da Piedade da Santa Casa da Misericórdia de Beja.
Esta residência está integrada no programa Futurama: Ecossistema Cultural de Artístico do Baixo Alentejo com direcção de John Romão, programação de Artes Visuais de Filipa Oliveira e produção de Vítor Alegria.

La Biennale de Momon


https://momon.fr

Participating artists:
Sarah Boulton (GB),
Marc Buchy (FR/BE),
Joan Heemskerk (NL),
Frans van Lent (NL),
Susana Mendes Silva (PT),
Josh Schwebel (DE/CA),
Lisa Skuret (US/GB),
Elia Torrecilla (ES)
Martine Viale (CA/FR).

Website: Maya Rettelbach (DE)
video: Steef van Lent (NL)

La Biennale de Momon originated from the village of Maumont in the southwest of France. Maumont, similar to many old villages, has changed significantly over the past few decades. While the site has retained the same physical structure, very little has remained of the original atmosphere: Residents disappeared and strangers took over the vacancies. Agriculture became gardening, physical labor became relaxation.

The contrast between the material continuity and the change in use and atmosphere was a reason to initiate this project. The old (occitan) name of the village, Momon, is not in use anymore. It is the name of a memory. The village is two things at the same time: the immutable and the ephemeral, the stones and the living.

La Biennale de Momon is composed by nine artists: Sarah Boulton, Marc Buchy, Joan Heemskerk, Frans van Lent, Susana Mendes Silva, Josh Schwebel, Lisa Skuret, Elia Torrecilla and Martine Viale. What these artists have in common is a focus on the processes of change rather than on its material deposits.

The original plan was for the artists to each reside and work in Maumont for a time, absorbing the atmosphere, history, and stories. We agreed that after our residencies we would leave the village without a trace and that the project would be presented online only.

The pandemic has radically changed the project. Most participants only know the village from photos and video. The physical reality that had triggered the project, now plays a different role. The pandemic also changed the project conceptually, as it pushed us even more from the physical towards the virtual. Not so much experiencing this as a limitation, we accepted this as a natural event which inevitably influences our choices.
Looking  at what was still there, we imagined how this could lead us to something beautiful. We created a new colony in the virtual world, not based on the village of Maumont, but based on an imaginary Momon.

The domain momon.fr has became our new location, a new base, the new original.
Designer Maya Rettelbach  has gathered the artists’ work together on neutral terrain, in a place outside the village, in a virtual garden.

La Biennale de Momon is initiated and organised by Frans van Lent. It is the first in a series of two-year projects for the presentation of concept oriented arts.
The project is supported by the municipality of the city of Dordrecht, the Netherlands.

Susana Mendes Silva was supported by a grant of Calouste Gulbenkian Foundation and the artist would like to thank Lara Boticário Morais, Jari Marjamäki and Pedro Filipe Marques.

Fazer de casa labirinto

abre hoje, 25 de julho às 14h, Fazer De Casa Labirinto, na Balcony Contemporary Art Gallery, em que apresento “a bedtime story [covid-19]” — uma reflexão sobre confinamento e sobre pensar daqui para trás e para frente.
com: Carla Cabanas | Fernão Cruz | Gisela Casimiro | Henrique Pavão| Horácio Frutuoso | Mané Pacheco | Nuno Nunes-Ferreira | Sara Mealha | Susana Mendes Silva

curadoria: Ana Cristina Cachola e Sérgio Fazenda Rodrigues

Com o Apoio
CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA
FUNDO DE EMERGÊNCIA SOCIAL – CULTURA

10 pessoas máximo na Galeria
Uso de Máscara Obrigatório

A galeria estará fechada para férias entre 2 e 10 de agosto. A exposição poderá ser visitada de dia 11 de agosto até 16 de setembro, de terça-feira a sábado, entre as 14h e as 19h30.
O programa contempla visitas guiadas pela equipa de curadoria nos dias 29 de julho, 22 e 29 de agosto, 5 e 12 de setembro, sempre com início às 15h e admissão livre, mediante marcação através do e-mail: info@balcony.pt

de mim | tradução #1 | tradução #2

Para “As coisas fundadas no silêncio”, a artista plástica Susana Mendes Silva, desenvolveu “Como silenciar uma poeta”, um projecto expositivo que tem base na Sala Polivalente do MNAC que inclui duas performances que se debruçam sobre a tradução de um poema de Judith Teixeira para as outras duas línguas oficiais Portuguesas: a Língua Gestual Portuguesa e o Mirandês — “Tradução #1” e “Tradução #2” — e a leitura performativa da conferência “De mim” publicada por Judith Teixeira em 1926.


“Tradução #1” – com Patrícia Carmo
3 de julho, sexta-feira
17:30
Estúdios Victor Córdon
Duração: 2h

No sentido de contrariar a potência destrutiva do silenciamento em “Tradução #1” partiremos da tradução de um poema de Judith Teixeira para Língua Gestual Portuguesa.

– Não é necessária qualquer experiência anterior em LGP ou dança.
– Deverá chegar pelas 17:30.
– É necessário trazer roupa que permita os movimentos e seguir as instruções de participação dos estúdios: https://www.cnb.pt/evcsegurancacovid19/
– Participação gratuita para maiores de 18 anos, sujeita a inscrição.
– As inscrições podem ser feitas até ao dia 28 de junho enviando nome completo e data de nascimento para o e-mail atelier@efabula.pt
– Lotação 11 participantes.


“De mim” – com Marta Rema
3 de julho, sexta-feira
21:30
Rua das Gaivotas 6
Duração: 50 minutos

“DE MIM: Conferência em que se explicam as minhas razões sobre a Vida, sobre a Estética, sobre a Moral”, é um manifesto no qual a escritora se defende dos ataques e críticas a que vinha sendo sujeita desde 1923. Como afirma Fabio Mario da Silva, este texto é “acima de tudo (…) um discurso — para além de ter como destinatária a burguesia fútil e a sua conceção retrógrada de arte, defendendo que os artistas não se devem limitar às emergências dos mercados editoriais — de exaltação ao exótico e ao futurismo, que seriam sinónimos, naquela altura, para a sociedade portuguesa, de imorais, doidos e pagãos”. Não se sabe se este discurso terá sido alguma vez lido em público e por isso convocamos a sua presença fantasmática.

Participação gratuita para maiores de 18 anos sujeita a inscrição.
As inscrições podem ser feitas até dia 2 de julho para o e-mail atelier@efabula.pt
Lotação de 25 participantes.

“Tradução #2” – com Alda Calvo
4 de julho, sábado
16:00
Rua das Gaivotas 6
Duração: 2h

No sentido de contrariar a potência destrutiva do silenciamento em “Tradução #2” partiremos da tradução de um poema de Judith Teixeira para Mirandês.

– Não é necessária qualquer experiência anterior em Mirandês ou em leitura de poesia.
– Participação gratuita para maiores de 18 anos sujeita a inscrição.
– As inscrições podem ser feitas até dia 2 de julho para o e-mail atelier@efabula.pt.
– Lotação 20 participantes.

Como silenciar uma poeta

Museu Nacional de Arte Contemporânea
10 de junho a 30 de agosto

A história literária está manchada de silêncios, desde os que se escondem aos que deixam de publicar, passando pelos que nunca chegam a publicar. Por outras palavras, há dois tipos de silêncio: um para o que é dito e o que permanece por dizer, e outro para quem tem direito a falar e quem é forçado a ficar calado. O silêncio é o lugar da morte, do nada. Mas não há silêncio sem fala. Não há silêncio sem o acto de silenciar.

Integrada no projecto As coisas fundadas no silêncio, “Como silenciar uma poeta”, exposição inédita de Susana Mendes Silva, parte da apreensão do livro “Decadência” da poeta Judith Teixeira que foi queimado em 1923, no Convento de São Francisco, nas antigas instalações do Governo Civil de Lisboa com entrada pela Rua Capelo, hoje parte integrante do Museu Nacional de Arte Contemporânea.

O livro tinha sido alvo de uma polémica sobre a (i)moralidade da arte, que envolveu também António Botto e Raul Leal. Ainda assim, Judith Teixeira foi directora de uma revista, escreveu um manifesto artístico modernista e publicou mais dois livros de poesia. A tensão erótica e a insubmissão femininas inscritas na sua obra, denotam a dimensão da transgressão que protagonizou. Enterrada viva, foi imerecidamente eliminada da memória colectiva e da história literária até recentemente, sem dúvida muito devido ao conteúdo lésbico em vários dos seus poemas, o que faz também da poeta um expoente da literatura lésbica e queer portuguesa.

A artista plástica Susana Mendes Silva desenvolve um projecto expositivo que inclui duas performances — “Tradução #1” e “Tradução #2” — e a leitura performativa da conferência “De mim”.

Marta Rema


Literary history is tainted with silences, from those who hide to those who stop publishing and those who never publish. In other words, there are two types of silence: one for what is said and what remains unsaid, and the other for those who have the right to speak and those who are forced to remain silent. Silence is the place of death, of nothingness. But there is no silence without speech. There is no silence without the act of silencing.

Como silenciar uma poeta [How to silence a poet] — a new exhibition by Susana Mendes Silva — is included in the project Things grounded in silence. This exhibition stems from the impoundment of Judith Teixeira’s book Decadência, which was burnt in 1923, at the Convent of São Francisco where the old Civil Government of Lisbon was established. The facilities were at Rua Capelo and are now part of the National Museum of Contemporary Art.

The book had been the subject of a controversy over the (i)morality of art, also involving António Botto and Raul Leal. Nevertheless, Judith was the director of a magazine, she wrote a modernist artistic manifesto and published two more poetry books. The erotic tension and feminine unyieldingness recorded in her work bear witness to the dimension of her transgression. Buried alive, she was undeservedly erased from collective memory and literary history until recently — undoubtedly largely due to the lesbian content in several of her poems — making her an exponent of Portuguese lesbian and queer literature.

The visual artist Susana Mendes Silva develops an exhibition project that includes two performances — Translation #1 and Translation #2 — and the performative reading of the conference Of me.

Marta Rema/ Tradução: Pietro Romani



“Tradução #1” – com Patrícia Carmo
3 de julho, sexta-feira
17:30
Estúdios Victor Córdon
Duração: 2h

No sentido de contrariar a potência destrutiva do silenciamento em “Tradução #1” partiremos da tradução de um poema de Judith Teixeira para Língua Gestual Portuguesa.

– Não é necessária qualquer experiência anterior em LGP ou dança.
– Deverá chegar pelas 17:30.
– É necessário trazer roupa que permita os movimentos e seguir as instruções de participação dos estúdios: https://www.cnb.pt/evcsegurancacovid19/
– Participação gratuita para maiores de 18 anos, sujeita a inscrição.
– As inscrições podem ser feitas até ao dia 28 de junho enviando nome completo e data de nascimento para o e-mail atelier@efabula.pt
– Lotação 11 participantes.

“De mim” – com Marta Rema
3 de julho, sexta-feira
21:30
Rua das Gaivotas 6
Duração: 50 minutos

“DE MIM: Conferência em que se explicam as minhas razões sobre a Vida, sobre a Estética, sobre a Moral”, é um manifesto no qual a escritora se defende dos ataques e críticas a que vinha sendo sujeita desde 1923. Como afirma Fabio Mario da Silva, este texto é “acima de tudo (…) um discurso — para além de ter como destinatária a burguesia fútil e a sua conceção retrógrada de arte, defendendo que os artistas não se devem limitar às emergências dos mercados editoriais — de exaltação ao exótico e ao futurismo, que seriam sinónimos, naquela altura, para a sociedade portuguesa, de imorais, doidos e pagãos”. Não se sabe se este discurso terá sido alguma vez lido em público e por isso convocamos a sua presença fantasmática.

Participação gratuita para maiores de 18 anos sujeita a inscrição.
As inscrições podem ser feitas até dia 2 de julho para o e-mail atelier@efabula.pt
Lotação de 25 participantes.

“Tradução #2” – com Alda Calvo
4 de julho, sábado
16:00
Rua das Gaivotas 6
Duração: 2h

No sentido de contrariar a potência destrutiva do silenciamento em “Tradução #2” partiremos da tradução de um poema de Judith Teixeira para Mirandês.

– Não é necessária qualquer experiência anterior em Mirandês ou em leitura de poesia.
– Participação gratuita para maiores de 18 anos sujeita a inscrição.
– As inscrições podem ser feitas até dia 2 de julho para o e-mail atelier@efabula.pt.
– Lotação 20 participantes.

Apoio à criação: OPART – Estúdios Victor Córdon e Rua das Gaivotas 6

Agradecimentos: David Sarmento, Emília Tavares, Francisco Queirós, Francisco Soares, Hugo Sousa, João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, João Silvério, Maria João Gamito, Maria João Garcia, Nuno Soares, Sofia Campos, Tiago Peixoto e Acesso Cultura, Biblioteca Municipal dos Coruchéus, Divisão de Acção Cultural da CML

As coisas fundadas no silêncio um programa com direcção artística de Marta Rema e nove actividades a decorrer em Lisboa até ao final de 2020. Organizado pela efabula, tem financiamento da Direção-Geral das Artes. A exposição Como silenciar uma poeta, que o MNAC apresenta, integra essa programação.

Mnemonics

28JUL_Mnemonics-1

 

Mnemonics is a cooperative research project of the artists Susana Mendes Silva and Frans van Lent.

The project started with the suggestion of a curator to contact each other, because of their related points of view. After their first meeting the artists decided to cooperate and that collaboration started with a repetition exercise:
They shared two identical car drives on two successive days. These meetings, as much alike as possible, led the artists to the subject of the construction and deconstruction of personal memories. How do memories lead to a journey and how does a journey lead to memories. The human mind as a fluidly changing field of encounters.

The performative presentation of their project will be in English and will take place at Hangar on Friday June 28, 10 pm.

Rua Damasceno Monteiro, 12
Lisboa, Portugal

Nós, Tu e Eu

imagem divulgação.jpg

4 de Abril, 21:30 | Entrada livre | Teatro Paulo Quintela | Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra | Programa “Performance Agora” do Teatro Académico Gil Vicente | Inscrição prévia/gratuito: producao@tagv.uc.pt

 

Desde 2002, tenho vindo a experimentar e a desenvolver projectos de performance que são concebidos enquanto encontro de um-para-um (ou para um grupo muito pequeno de pessoas), em oposição a um público — enquanto conjunto de pessoas que assiste a um evento. Interessam-me bastante os espaços das relações inter-humanas porque podem ser espaços para a intimidade, para a empatia, para o desejo, para a fantasia.

Em “Nós, Tu e Eu” proponho uma série de exercícios performativos às/aos participantes para explorarem ferramentas afectivas e mecanismos de intimidade.

Não é preciso qualquer experiência performativa prévia, aconselha-se o uso de roupa confortável e será pedido para usar uma venda durante alguns minutos.